Almas multiplas...
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Olho para mim e descubro que sou feita de fases..
Muitas almas..
Em uma só..
Em um só corpo e coração..
Sou criança..
Inocente..
Que brinca..
E canta...
Criança que conversa com os pássaros..
E com as flores..
E transforma a areia fina em belos castelos de amores..
Sou adolescente...
Que sonha..
Cheia de dúvidas..
Às vezes birrenta..
E até mesmo briguenta..
Mas sou também mulher...
Que deseja...
E ama...
Sou mulher pés no chão..
Mas que voa..
Ora sensata..
Mas dona de um insensato coração..
Sou mulher...
Que chora...
E ri..
Que ama ..
Mas quer ser amada..
Sou mulher..
Amiga..
Amante..
Companheira..
Ah...mas também sou mulher
Dengosa..
Charmosa..
E cheirosa...
E muitas vezes caprichosa..
Sou mesmo assim..
Menina..
Mulher..
Coerente..
E incoerente..
Sou dona de almas múltiplas...
É assim que sou... mas também pragmática, intransigente, exigente, dificil e, agora, com medo... por ti, eu tenho medo... medo de que ainda não tenhas força suficiente para descobrires todas as minhas almas: para aceitares as mais dificeis, para sorrires com as mais superficiais, para me protegeres das mais frias, para te protegeres nas mais fortes, para te aninhares nas mais carinhosas... com medo de que ainda não tenhas força e desistas de mim!
Percorre o teu caminho com esperança, com persistência, quero-te forte por ti e para mim mas, lembra-te de ir olhando o céu... quando vires a primeira andorinha, procura-me, encontra-me, completa-me... estarei à tua procura, quero encontrar-te, quero completar-te... e a Primavera ficará para sempre!

4 Comments:
vim visitar-te... mais uma vez, pois já o fiz mais vezes... tu sabes ;)
gosto de aqui vir... sento-me e olho como a vais decorando, que quadros estão pendurados, que livros estão à vista... gosto da luz da tua casa, 'cheira' a harmonia
gosto da tua casa...
obrigado por me deixares vir a tua casa... e por fazeres com que me sinta bem nela
Sei quando cá vens, deixas um aroma especial no ar... é o aroma que reconheço quando entro, todos os dias, em tua casa.
Deixo sempre a lareira acesa...
Gosto dos recados que me deixas...
Quem sabe um dia, esperas por mim e ficamos os dois a conversar, junto à lareira, acompanhados por um bom vinho...
Fico à tua espera!
repararei na lareira acesa em tua casa... confere-lhe um ar acolhedor
sabes... vim aqui espreitar a tua casa de fugida... é que estou a meio? de uma viagem... voltei apenas para arrumar umas coisitas na minha mochila... viajo rumo ao Norte... ao meu... a viagem que me vai permitir voltar a ser... quero chegar ao fim, sob pena de ter que voltar ao inicio, e recomeçá-la de novo... não sei quando a terminarei... mas terminá-la-ei certamente...
vou pensar em ti enquanto caminhar... vou pensar que presentes te trarei... vou tentar trazer-te o som do mar, do vento, da chuva... o sabor da terra, do mel, da fruta... vou tentar apanhar um raio de luz para te oferecer...
quando chegar, nesse mesmo dia, e se ainda mantiveres a porta aberta, entrarei em tua casa, sentar-me-ei junto à lareira, e esperarei por ti
dar-te-ei os presentes que conseguir trazer, beberemos o vinho, contar-te-ei as peripécias da minha viagem, contar-me-ás as tuas viagens, conversaremos até... até de manhã
até lá amiguinha... pinta a tua casa de cores alegres, perfuma-a com o cheiro da vida... e deixa um espaço para o raio de luz que vou tentar trazer-te
obrigado
... não me/te confundi. Sei em que viagem estás, sei que caminho tens que percorrer desde a primeira palavra que li de ti... reconheço o caminho, a paisagem, as pedras em que tropeçaste ou vais tropeçar... se olhares com atenção verás, ainda, vestigios de pegadas minhas: já passei por aí...
Porque os amigos podem e devem exigir: não quero que voltes atrás, não quero que páres, nem tão pouco que te desvies do caminho que tens que percorrer... Caminha meu querido, caminha!
Quando caminhar já não for obrigatório, quando encontrares o sitio perfeito, quando quiseres parar e ver a paisagem, e se ainda quiseres entrar, a minha casa terá a porta aberta para ti... entra, livra-te dessas roupas empoeiradas do caminho, senta-te, toma o teu vinho... talvez não acendamos a lareira, talvez baste abrir as janelas de par em par e deixar o sol entrar, talvez lá fora já não esteja frio e seja, finalmente, Primavera...
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