Círculos de Vida
Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
(Pablo Neruda)
... é sempre assim... é sempre aquela pequena folha, que não sabemos guardada no nosso peito e que, por vezes, continua lá guardada, resguardada de todas as agruras da Vida durante anos e anos... é sempre aquela pequena folha que floresce na mais linda flor...
Mas, mesmo assim, a surpresa maior não é a mais bela flor, é que o nosso peito ainda tem capacidade de "gerar" algo vivo... algo que, também, nos dá vida! Fantásticos círculos de Vida, estes!!

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