Depois do ponto final.
É estranha a tranquilidade que nos invade quando fazemos o que está certo, tão estranha, anormal e profunda quanto a dor que a acompanha. Dói mais a dor que é auto-infligida, afinal não temos o subterfúgio da revolta, a raiva que nos dá toda a força do mundo pra enfrentar tudo e todos... neste caso só resta a auto-comiseração e, basicamente, rastejar pra um cantinho escuro, deixarmos que as lágrimas corram soltas e esperarmos que estas nos lavem a alma...
... quem sabe se, todas as lágrimas que teimam em correr e toda a sufocante e doentia tranquilidade, um dia, vão conseguir apaziguar a dor que toma conta de nós...
... quem sabe...

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home