Procuro o teu olhar...
"No teu olhar
quero naufragar esta paixão
e saciar esta febre em ebulição
para te amar
simplesmente de qualquer jeito
quando o desejo me incendiar o peito...
No teu olhar
quero espelhar estas loucuras
e apaziguar todas as tonturas
para te amar
apaixonadamente e sem medida
quando me sentir loucamente perdida...
No teu olhar
quero fenecer exangue
depois de esquentar meu sangue
e te amar
ousamente pela eternidade fora
com o mesmo ardor que sinto agora...
No teu olhar
quero espelhar minh'alma
para me deitar e acordar calma
e assim te amar
perdidamente e sem a menor canseira
depois de em ti me perder por inteira...
No teu olhar
quero abrir a porta do mundo
para soltar este amor profundo
e assim amar
como uma escrava apaixonada
e prisioneira me sentir muito mais amada...
No teu olhar
quero apenas e tão somente
abrigar meu coração doente
por te amar
de corpo, de alma e de mente
para que esta paixão viva eternamente...
No teu olhar
quero afogar o meu ciúme
e incendiar meu corpo em lume
para te amar
e saciar todos os meus anseios,
sem pudor, sem complexos nem rodeios...
No teu olhar
ai quem dera que ele fosse a quimera,
a minha vida vivesse em eterna Primavera
e o meu olhar
morresse naturalmente dentro do teu
e esta minha súplica fosse escutada no Céu!"
Como será o teu olhar?
Reconhecê-lo-ei?
Haverá nele espaço para mim?

4 Comments:
“De ti somente um nome sei, Amor,
É pouco, é muito pouco e é bastante
Para que esta paixão doida e constante
Dia após dia cresça com vigor!
Como de um sonho vago e sem fervor
Nasce assim uma paixão tão inquietante!
Meu doido coração triste e amante
Como tu buscas o ideal na dor!
Isto era só quimera, fantasia,
Magia de sonho que se esvai num dia,
Perfume leve dum rosal do céu…
Paixão ardente, louca isto é agora,
Vulcão que vai crescendo hora por hora…
Ó meu amor, que imenso amor o meu!”
- Florbela Espanca –
vim penas desejar-te boa noite… amiguinha do alinhamento dos planetas... ;)
AMOR, CUÁNTOS CAMINOS...
Amor, cuántos caminos hasta llegar a un beso,
qué soledad errante hasta tu compañía!
Siguen los trenes solos rodando con la lluvia.
En Taltal no amanece aún la primavera.
Pero tú y yo, amor mío, estamos juntos,
juntos desde la ropa a las raíces,
juntos de otoño, de agua, de caderas,
hasta ser sólo tú, sólo yo juntos.
Pensar que costó tantas piedras que lleva el río,
la desembocadura del agua de Boroa,
pensar que separados por trenes y naciones
tú y yo teníamos que simplemente amarnos,
con todos confundidos, con hombres y mujeres,
con la tierra que implanta y educa los claveles.
Pablo Neruda
uma boa noite também para ti, mi pedacito de cielo... ;-)
sabes... não vais acreditar mas... agora que parei um pouco para pensar, agora que te voltei a 'ver'... sim... tenho a certeza... fizeste-me falta...
é bom saber que estás aqui...
Tú sabes
que estoy aquí a la altura
de tu boca,
a lo largo y a lo ancho de tu nervadura.
Aguzada a tu rumbo, y siempre estando,
y siempre siendo,
y siempre anticipándome a tu búsqueda,
liberada y sujeta
cosa tuya.
Tú sabes;
has medido la distancia,
que podrías tocarme con tu idea,
y empapar mi ternura
con tu lágrima.
Que resuenas
en el ámbito líquido
del golpe,
y que lates conmigo gota a gota.
Que te extiendes mas allá del contorno
de mi vida,
contenida
en el tiempo de tu órbita.
Tú sabes
que me guardas
limitado mi mar a tus orillas,
evidencia
que bebes y que mojas
y que tiembla en mi espuma
a tu caricia.
Tú sabes todo.
Razonas mi emoción como un teorema.
Yo fluyo solamente,
sin ideas,
estoy aquí a la altura
de tu boca,
a lo largo, a lo ancho
de tu nervadura,
siendo,
nada mas que siendo,
tuya.
Matilde Alba Swann
... estou aqui... à distancia de um sussurro...
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