Diário de uma p... arva!

Life addicted!! Total e absoluta em tudo... sempre sem favores!!

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Localização: Lisboa, Portugal

sexta-feira, março 30, 2007

Sinais... dados pelo tempo!

Falas-me de sinais... falas-me de mais um de entre os muitos que tens tido desde que estamos juntos, não juntos fisicamente, mas juntos de alma, entenda-se! Pois é... eu já passei essa fase, em que tudo era um sinal, em que tudo me dizia que me amavas, em que tudo me dava esperança... a nossa música a passar na rádio quando eu pensava em acabar, os planetas que se alinhavam de modo a permitir que ficassemos quando não podiamos ficar, a necessidade imperiosa de resolver questões profissionais quando não havia motivo pra nos procurarmos... enfim, todo um destino a trabalhar pra nós para que chegassemos a este ponto, pra que pudessemos construir aquilo que temos, e não pudessemos agora ir pra mais lado nenhum senão o ser um do outro. Tenho a certeza que foram os sinais e o tempo e o não podermos ser um do outro que nos permitiu, agora, amarmo-nos. Tenho a certeza que se tivessemos podido viver a nossa atracção logo no início, ela não teria resistido tal a dureza de personalidades que temos.
Mas, agora, estamos juntos. Almas juntas, corpos e vidas separadas.
E, agora, chegaste à fase dos sinais e, agora, eu já não estou lá. Já não preciso de sinais, já não preciso de sinais exteriores para me dizer ou confirmar o que sinto cá dentro. Estou aqui, estou contigo ainda que longe e vou ficar, vou contiuar aqui. Vou honrar aquilo que sinto e ser verdadeira comigo mesma... nem sequer tem a ver contigo, não tem a ver com nada do exterior. Estou aqui, vou ficar porque o coração manda... e não porque mo dizem os sinais.

segunda-feira, março 19, 2007

Sem remédio

Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.

E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!

Florbela Espanca

sexta-feira, março 09, 2007

Bebo!
Bebo muito...
... só alcoolizada consigo relaxar. Não esqueço, ao contrário do que se diz. Relaxo, esqueço o controle, solto amarras, baixo defesas e choro. Choro muito. Revolto-me, sorrio, faço o meu luto, atravesso mais um pouco do meu deserto e ganho coragem para o dia de amanhã.
Há uma frase à qual acho piada: A cerveja não se compra, aluga-se! Pois bem, um bom vinho também... se bem que eu, quando o devolvo é num estado bem mais puro: água e cloreto de sódio!

quinta-feira, março 08, 2007

Não há mundo em mim
Não interessa o quão grande ou pequeno o mundo é
Não lhe conquistei nada
Não sou nada
Não lhe ganhei tempo ou espaço
Não existo
Não sou
Penso, mas de que me vale?
Não há mundo em mim
Não há mundo meu
Não há caminho
Não há ir nem voltar
Não há mundo para mim
Não há mundo em mim.