Diário de uma p... arva!

Life addicted!! Total e absoluta em tudo... sempre sem favores!!

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Localização: Lisboa, Portugal

terça-feira, janeiro 31, 2006

Paixão ou Amor?

Em “a insustentável leveza do ser” de Milan Kundera...

"Thomas pensava consigo próprio que ir para a cama com uma mulher e dormir com ela são duas paixões não só diferentes como quase contraditórias. O amor não se manifesta através do desejo de fazer amor (desejo que se aplica a um número incontável de mulheres), mas através do desejo de partilhar o sono (desejo que só se sente por uma única mulher)."

... o amor não se manifesta através do desejo de fazer amor, essa é a paixão... a paixão precisa de ser alimentada, é um fogo que precisa de lenha para arder... e quando constantemente alimentada pode arder para sempre, o amor não... o amor é um sentimento solitário, único, que não requer alimento ou retribuição... podemos amar quase toda uma vida sem sermos retribuidos... desde que tenhamos amor pelos dois, claro... agora, a questão é: será que é isso que queremos?... será que isso chega?...

Pergunto-me se não valerá mais uma paixão a dois, eterna enquanto dura, do que um amor, sentido a um só coração, para toda a eternidade...
... humm... não preciso perguntar... já sei a resposta!

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Silêncio

"Silêncio... de cristal
é assim que me soam
as palavras que não me dizes...
um silêncio frio
mas que não me gela
silêncio tranquilizante
silêncio presente
...mas ausente de tudo!
silêncio mudo...
envolvente...
espelho de mil sentidos
reflexo de mil sorrisos...
este silêncio permanente
sombra sempre presente
...das palavras que não me dizes!..."


Já quase não te ouço,
já quase não te sinto,
dei-te o teu espaço
e fiquei a ver-te ir...
afastaste-te e já quase não te sinto,
já nem sei se é comigo que falas...
serão tuas, as palavras que ouço?
serão para mim?...
virás pra mais perto?
virás pra mim?
queria sentir-te aqui novamente...
queria...
... queria?

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Anda vem...

Anda vem..., porque te negas,
Carne morena, toda perfume?
Porque te calas,
Porque esmoreces,
Boca vermelha --- rosa de lume?

Se a luz do dia
Te cobre de pejo,
Esperemos a noite presos num beijo.

Dá-me o infinito gozo
De contigo adormecer
Devagarinho, sentindo
O aroma e o calor
Da tua carne, meu amor!

E ouve, mancebo alado:
Entrega-te, sê contente!
--- Nem todo o prazer
Tem vileza ou tem pecado!

Anda, vem!... Dá-me o teu corpo
Em troca dos meus desejos...
Tenho saudades da vida!
Tenho sede dos teus beijos!


(António Botto)

quarta-feira, janeiro 25, 2006

A força das coisas frágeis

a fragilidade numa folha seca de Outono
a força de uma árvore na Primavera

a fragilidade numa gota de chuva
a força de uma torrente

a fragilidade num fio de seda
a força duma textura suave

a fragilidade duma criança
a força do seu sorriso

a fragilidade de uma pena
a força de um voo sustentado

a fragilidade da espuma de sal
a força profunda do oceano

a fragilidade dum filho que chora
a força de um amor de mãe

a fragilidade dum coração partido
a força de um amor maior

a fragilidade de ser poeta
a força de uma palavra


(Ana T.)

terça-feira, janeiro 24, 2006

Tudo é relativo!

Ah, que maravilhosa vida esta!! Tem sempre surpresas pra nós, por muitos planos que façamos, sempre temos uma surpresa, uma coisa nova ou um ângulo diferente duma coisa velha... é verdadeiramente fantástico!!
Delicío-me quando, quando menos espero, a vida acontece...
Tantos anos de análises, introspecções ajudam-nos a chegar a tantos planos infalíveis, tantos quereres e, de repente, apercebemo-nos que certezas absolutas não passam de meias verdades, que tudo é relativo, apercebemo-nos de que aquela pessoa que sempre observámos da nossa janela e nem sabíamos que queríamos, afinal, está-nos a bater à porta e a querer entrar... e de repente materializa-se tudo o que já sabiamos que queriamos para nós... de repente, tudo é possivel...
... e surpreendemo-nos com um olhar de saudade à chegada, um sorriso cúmplice do outro lado da mesa, um abraço inesperado e demorado, um beijo meio roubado, meio oferecido, meio pedido, há muito tempo desejado... e ficamos sem chão, e a vida fica tão doce! Hummm... que delicia, que bom saboreá-la...
... e não existe passado, não existe futuro, só o presente... um belo presente!
;-)

segunda-feira, janeiro 23, 2006

2ª frase do ano:

Pedras no meu caminho? Guardo-as todas...um dia vou construir um Castelo.

(Fernando Pessoa)

Ai, quem me dera...

Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim

Ai, quem me dera ver morrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor
Ai, quem me dera uma manhã feliz
Ai, quem me dera uma estação de amor.

Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz.
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais

Ai, quem me dera ao som dos madrigais
Ver todo mundo para sempre enfim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera, ouvir na primavera
Alguém chamar por mim.


(Vinicius de Moraes)

... e com tudo isto a primavera teima em não chegar... e eu teimo em esperar...

domingo, janeiro 22, 2006

Este corpo sentirá amor?

Hoje queria falar de amor, queria voltar a falar de amor, dum amor que fosse total, dum amor que não me deixasse pensar em mais nada, que não me deixasse falar de mais nada... mas não! Nesta casa não mora o amor, neste coração não entra o amor...

Achei que sexo o substituiria... deixei de fugir por momentos e deixei que o sexo acontecesse... ah, e foi fantástico, afinal já nos conhecemos bem, já o tinhamos feito tantas vezes, já sabemos onde tocar, como tocar... a pele a escaldar, as bocas que se procuram, as mãos, pequenas para tanta pele saciar, os perfumes que se misturam inventando perfumes novos...
... a urgência em chegar até ele como se desta vez fosse diferente, como se dum salvador se tratasse, tentando vê-lo como ele me vê a mim, o arrepio quando reconheço o seu cheiro, o seu toque, o seu beijo... e toda eu sou corpo, desprovida de coração, de emoção, tentando não pensar, não lembrar, não imaginar outras mãos, outra boca, outro perfume... e o meu beijo ansioso, a minha lingua que só quer a sua pele, as minhas mãos que percorrem o seu corpo... e o prazer imenso, as suas palavras de saudade, as suas palavras de bem querer, e mais prazer, muito prazer...
... e a roupa fria a voltar a cobrir a pele ainda tão quente, a urgência em partir... tudo igual... “vens amanhã novamente? Tenho sentido a tua falta... porque não tens vindo?”... “tenho andado ocupada, sabes disso... muito trabalho!”, a desculpa perfeita...

Mesmo depois de sexo perfeito, mesmo depois do corpo saciado, não consigo falar de amor... neste corpo, não entrou amor, este corpo não sentiu amor, este corpo só sentiu prazer...

sexta-feira, janeiro 20, 2006

"A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a nossa felicidade."

(Carlos Drummond de Andrade)

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Voltei a lê-lo...

... há uns dias andava por aqui, nas casas de quem visito todos os dias, mas sem muita vontade... a minha porta continuava aberta mas a verdade é que não me apetecia receber ninguém... a estante chama a minha atenção, a mão, com vontade própria, dirige-se àquela prateleira, àquele cantinho especial...
... quase consigo ouvir os primeiros acordes duma música e uma voz... "play it again, Sam..." ;))

É um dos meus livros preferidos, retrato duma história de amor... e, mais uma vez, não consegui parar de o ler, encontrei-lhe letras novas, palavras recém inventadas, frases certas, respostas sem perguntas ainda adivinhadas... novas cores, novas nuances de um amor que se repete a cada momento, um amor igual a tantos outros amores... amores intermináveis... todos inventados, todos concretos, todos imensos, todos grandiosos, todos como se fossem o primeiro, todos o último, todos o único, todos eternos enquanto duram.


"Ele tinha consciência de que não a amava. Tinha casado com ela porque gostava da sua altivez, da sua seriedade, da sua força, e também por um grão de vaidade, mas, enquanto ela o beijava pela primeira vez, teve a certeza de que não haveria nenhum obstáculo para que inventassem um grande amor. Não falaram disso nessa primeira noite em que falaram de tudo até amanhecer, nem haveriam de falar disso nunca.
(...)
Depois olhou para Florentino Ariza, o seu domínio invencível, o seu amor impávido, e ficou assustado pela suspeita tardia de que é a vida, mais que a morte, que não tem limites.
- E até quando pensa o senhor que podemos continuar neste ir e vir dum caralho? - perguntou-lhe.
Florentino Ariza tinha a resposta preparada há já cinquenta e três anos, sete meses e onze dias com todas as suas noites.
- Toda a vida - disse."


Ah, o amor... há quem diga "toda a vida", há quem o sinta "toda a vida", há quem o viva "toda a vida", há quem o queira "toda a vida", há quem todos os dias de "toda a vida" invente um grande amor, há quem, num só momento de toda uma vida, reinvente um grande amor.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Vai...

Segue o teu destino,
rega as tuas plantas,
ama as tuas rosas,
o resto é a sombra
de árvores alheias.

A realidade
sempre é mais ou menos
do que nós queremos.
Só nós somos, sempre,
iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é, sempre,
viver simplesmente.
Deixa a dor no altar
como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues,
ela nada pode dizer-te.
A resposta
está além dos deuses.
Mas, serenamente,
imita o Olimpo
no teu coração.
Os deuses são deuses
porque não se pensam.


... de todo o coração, com todo o coração, continua o teu caminho, cheira as tuas rosas, acredita... a porta continua aberta, a lareira acesa, a mão estendida...

Hoje, pergunto-me se...

... será humilhação entregarmo-nos a quem não nos quer?
... será humilhação entregarmo-nos a quem não se quer?

... não sei a resposta... hoje, não sei nada...

segunda-feira, janeiro 16, 2006

A graça de amar...

Depois de tanto tempo, tanta espera
Finalmente chegou o dia
Finalmente diante de ti, quem diria
Vivendo um novo alvorecer, uma nova primavera!

Pela ansiedade e o sonho até este novo despertar;
Por tudo o que hoje nos excita e nos provoca,
e que em nossas mãos o destino agora coloca,
Com a mesma beleza de uma flor a desabrochar;
Por tantos momentos de ternura, de alegria sem fim
Impregnados em meu ser, correndo dentro de mim
Com o ímpeto das águas de um rio a transbordar;
Aos teus ouvidos, com a humildade de quem ama, proponho:
Transformemos em realidade todos os nossos sonhos
Vivendo em plenitude essa graça que é amar!

domingo, janeiro 15, 2006

No teu amor por mim há uma rua que começa
Nem árvores nem casas existiam
antes que tu tivesses palavras
e todo eu fosse um coração para elas
Invento-te e o céu azula-se sobre esta
triste condição de ter de receber
dos choupos onde cantam
os impossíveis pássaros
a nova primavera
Tocam sinos e levantam voo
todos os cuidados
Ó meu amor nem minha mãe
tinha assim um regaço
como este dia tem
E eu chego e sento-me ao lado
da primavera

Ruy Belo
Aquele Grande Rio Eufrates

sábado, janeiro 14, 2006

O meu jeito de amar

Não quero mais drama nem sofrimento
Antes, quero crescer na alegria
e no transbordamento
Não quero mais declinar
melindres e impossibilidades
Antes, quero um amor
cuidado, partilhado,
pleno de mutualidade...

Não quero mais invejar
casais de namorados
Não quero mais caminhos
sinuosos, afunilados
Quero o amor que chegue
e que se faça ousado
Que irrompa nas curvas deste
meu corpo esfomeado...

Não quero mais desperdiçar
anos valiosos da minha vida
Não quero mais sentimentos
insustentáveis de menos valia
Quero falar de alegrias
e de palpáveis devaneios
Quero o homem amado, saciado...
repousando nos meus seios!!!!


by Fátima Irene Pinto

Vem...

quinta-feira, janeiro 12, 2006

... a musica sensual de Vaya con Dios, tocou-me a alma; a água quente, com um doce aroma a côco, acariciou-me o corpo; o chá, uma delicia, aqueceu-me o espírito; o sofá, convidativo, recebeu-me de braços abertos; as aventuras e desventuras, o balanço deste dia foi feito em silêncio; e... agora mesmo... um beijo... um beijo muito desejado... um beijo qual ponto final em mágoas do passado... um beijo qual carícia de lábios já tão presentes... um beijo com sabor a futuro... vem...

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Este é um daqueles dias...

Ok!!... é obvio que sou uma excelente profissional ;-)... que os meus clientes me adoram ;-))... que devo ser a melhor account manager que já tiveram até hoje ;-)))... mas, daí a ligarem-me todos no mesmo dia?!?... cheiinhos de problemas e projectos (quase todos fantásticos, diga-se de passagem!!) pra ontem!!! Oh minha nossa, que dia!! Tenho o corpinho e a mente feitos num oito!!

É nestas alturas que ter um Homem dá um jeitão! Agora, acabadinha de chegar a casa, ele olhava pra mim e, como me conhecia como ninguém, via logo que preciso de mimos... dava-me um beijo, pegava-me na mão e levava-me pró quarto, despia-me com imensa calma, aproveitando pra me massajar os ombros... preparava-me um banho com o meu óleo preferido, o de côco, e deixava-me relaxar na água quente, sem perguntas, sem exigência de explicações, ao som de uma musica suave... enquanto isso, preparava um jantar leve, quem sabe só um chá, uma torrada com mel... depois, sim, depois, bem enroscadinhos no sofá, conversaríamos... e então, quando já tivesse esquecido todas as aventuras e desventuras deste dia imenso, faríamos amor...
... pois!!! é mesmo nestes dias que faz falta um Homem, eheheh
... e nem sequer é pedir muito!!... muito menos se pode dizer que sou muito exigente?!?!... ou será que sou??... hummm...


...bem... o que é que vem primeiro mesmo??... ah, o banho...

Será que existes?

... será que já sabes que existo?... será que já me sentes?... será que a tua mão já sente a falta da minha mão?... será que os teus lábios já sentem a falta dos meus lábios?... o teu corpo do meu corpo?...

Já te amo pelo que adivinho de ti, pelo muito que ignoro e por aquilo que somente posso pressentir... é contigo, que ainda desconheço, que me apetece criar futuros novos, dar passos em frente, vencer obstáculos, romper águas estagnadas e gritar ao vento: Quero-te! Beijo-te! Amo-te!
É a ti, que ainda não vi, que quero dizer: "vem, vem comigo de mãos dadas... eu não sei onde acaba o caminho, mas quero fazê-lo ao teu lado. Vamos acertando o passo os dois. E depois, vês? é o mar lá ao fundo!... Não precisamos de ter medo! Lembras-te? Sempre que olhámos o mesmo mar, estivemos juntos!"

Em direcção ao mar, quero caminhar passo a passo! Ainda que a Paixão me incentive à pressa, o teu Amor dar-me-á tranquilidade. Já te quero sem limites. Já te quero sem tempo nem prazo. Quero-te!...

Mas, afinal, será que existes?... será que não és um delirio das minhas mãos, dos meus lábios, do meu corpo?... será que te terei no meu corpo?... será que seremos um só?... será?...

domingo, janeiro 08, 2006

Procuro o teu olhar...

"No teu olhar
quero naufragar esta paixão
e saciar esta febre em ebulição
para te amar
simplesmente de qualquer jeito
quando o desejo me incendiar o peito...

No teu olhar
quero espelhar estas loucuras
e apaziguar todas as tonturas
para te amar
apaixonadamente e sem medida
quando me sentir loucamente perdida...

No teu olhar
quero fenecer exangue
depois de esquentar meu sangue
e te amar
ousamente pela eternidade fora
com o mesmo ardor que sinto agora...

No teu olhar
quero espelhar minh'alma
para me deitar e acordar calma
e assim te amar
perdidamente e sem a menor canseira
depois de em ti me perder por inteira...

No teu olhar
quero abrir a porta do mundo
para soltar este amor profundo
e assim amar
como uma escrava apaixonada
e prisioneira me sentir muito mais amada...

No teu olhar
quero apenas e tão somente
abrigar meu coração doente
por te amar
de corpo, de alma e de mente
para que esta paixão viva eternamente...

No teu olhar
quero afogar o meu ciúme
e incendiar meu corpo em lume
para te amar
e saciar todos os meus anseios,
sem pudor, sem complexos nem rodeios...

No teu olhar
ai quem dera que ele fosse a quimera,
a minha vida vivesse em eterna Primavera
e o meu olhar
morresse naturalmente dentro do teu
e esta minha súplica fosse escutada no Céu!"


Como será o teu olhar?
Reconhecê-lo-ei?
Haverá nele espaço para mim?

sábado, janeiro 07, 2006

Nem Deus...

Canção de alterne
Carlos Tê / Rui Veloso

Pára de chorar
E dizer que nunca mais vais ser feliz
Não há ninguém a conspirar
Para fazer destinos
Negros de raiz
Pára de chorar
Não ligues a quem diz
Que há nos astros o poder
De marcar alguém
Só por prazer
Por isso pára de chorar
Carrega no batom
Abusa do verniz
Põe os pontos nos Is
Nem Deus tem o dom
De escolher quem vai ser feliz

Pára de sorrir
E exibir a tua felicidade
Só por leviandade
Se pode sorrir assim
Num estado de graça
Que até ofende quem passa
Como se não haja queda
No Universo
E a vida seja moeda
Sem reverso
Por isso pára de sorrir
Não abuses dessa hora
Ela pode atrair
O ciúme e a inveja
Tu não perdes pela demora
E a seguir tudo se evapora


... sigamos em frente, afinal, "nem Deus tem o dom de escolher quem vai ser feliz"...

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Finais felizes

.

Hoje li que "Finais felizes, são apenas histórias que ainda não acabaram"... será?... bem... agora que penso nisso, até que faz sentido... afinal os finais nunca podem ser felizes, se fossem felizes não eram finais...

Que tudo tem um fim, é obvio... acredito nisso há muito tempo, acredito no fim mas também no principio, no bem e no mal, no equilibrio de todas as coisas... tudo faz parte dum ciclo perfeitamente equilibrado. É assim em tudo, é assim nas relações... todas têm um fim, nem que seja com a morte, é inevitável!

O importante, apesar de nos esquecermos disso sempre, é vivermos tudo por inteiro, o principio, o meio e o fim... se o fim for, também, bem vivido então em breve estaremos prontos pra começar tudo de novo, com a mesma emoção, com o mesmo vigor, com o mesmo prazer... há é que acreditar, acreditar sempre...

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Preciso sonhar de novo

Sorrir por qualquer motivo
Falar qualquer tolice
Comprar um presente para alguém
Caminhar sob o sol diáriamente
Sentar em algum banco de jardim
Sentir as ondas do mar nos meus anseios
Deixar o amor me dominar de novo
Permitir-me à paixão
Acreditar que fazer planos é possível
E que eles podem dar certo
Querer descobrir o que existe além do horizonte
Vibrar com uma notícia
Frequentar os bares de antigamente
Dar gargalhadas pela simples alegria
Sei lá...
Preciso beber champanhe em taças de cristal
Provocar um encontro que me acenda
Ter prazer com alguma companhia
Olhar nos olhos de quem me interessar
E dizer: - Eu Amo-te!!!
Vendo reciprocidade neste olhar
Escrever bilhetinhos no meio do dia
Preparar um jantar à luz de velas
Estrear uma lingerie provocante
Deixar-me levar por um convite sedutor
Preciso encontrar o motivo para me por em pé todos os dias
Olhar-me no espelho sem tantas criticas
Permitir-me ao amor sem esse medo
Refletir sobre os enganos
Sem me permitir enganar tanto
Resgatar a esperança de ainda ser feliz
Rasgar as velhas roupas e arrumar minha nova bagagem
Tirar férias antecipadas
Viajar sem data de regresso
Dar uma guinada na minha vida
Antes que eu deixe de querer tudo isto.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Sonhei contigo

.

Sonhei comigo
esta noite
Vi-me ao comprido
Deitada
Tinha estrelas
nos cabelos
em meus olhos
madrugadas
Sonhei comigo
esta noite
como queria
ser sonhada
Senti o calor da mão
percorrendo uma guitarra
De longe vinha um gemido
uma voz desabalada
Havia um campo
de trigo
um sol forte
me abrasava.
E acordei
meio sonhando
procurando
me encontrar
Quando me vi
ao espelho
era teu
o meu olhar.

Nuevo rostro

La noche borra noches en tu rostro,
derrama aceites en tus secos párpados,
quema en tu frente el pensamiento
y atrás del pensamiento la memoria.
Entre las sombras que te anegan
otro rostro amanece.
Y siento que a mi lado
no eres tú la que duerme,
sino la niña aquella que fuiste
y que esperaba sólo que durmieras
para volver y conocerme.

Octavio Paz


... esta noche, la mujer que soy y la niña que fue soñaremos contigo y te haremos presente en nuestros sueños...

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Almas multiplas...

.

Olho para mim e descubro que sou feita de fases..
Muitas almas..
Em uma só..
Em um só corpo e coração..

Sou criança..
Inocente..
Que brinca..
E canta...

Criança que conversa com os pássaros..
E com as flores..
E transforma a areia fina em belos castelos de amores..

Sou adolescente...
Que sonha..
Cheia de dúvidas..
Às vezes birrenta..
E até mesmo briguenta..

Mas sou também mulher...
Que deseja...
E ama...

Sou mulher pés no chão..
Mas que voa..
Ora sensata..
Mas dona de um insensato coração..

Sou mulher...
Que chora...
E ri..
Que ama ..
Mas quer ser amada..

Sou mulher..
Amiga..
Amante..
Companheira..

Ah...mas também sou mulher
Dengosa..
Charmosa..
E cheirosa...
E muitas vezes caprichosa..

Sou mesmo assim..
Menina..
Mulher..
Coerente..
E incoerente..
Sou dona de almas múltiplas...



É assim que sou... mas também pragmática, intransigente, exigente, dificil e, agora, com medo... por ti, eu tenho medo... medo de que ainda não tenhas força suficiente para descobrires todas as minhas almas: para aceitares as mais dificeis, para sorrires com as mais superficiais, para me protegeres das mais frias, para te protegeres nas mais fortes, para te aninhares nas mais carinhosas... com medo de que ainda não tenhas força e desistas de mim!
Percorre o teu caminho com esperança, com persistência, quero-te forte por ti e para mim mas, lembra-te de ir olhando o céu... quando vires a primeira andorinha, procura-me, encontra-me, completa-me... estarei à tua procura, quero encontrar-te, quero completar-te... e a Primavera ficará para sempre!

1ª frase do ano:

Trees have the secret of life, which is only revealed to those with the courage to climb them.

(ok, admito... ganhamos alguns arranhões, partimos um ossito ou outro, umas nódoas negras mas... vale ou não vale a pena?!?
Se vale, meu Deus, se vale!!)