Diário de uma p... arva!

Life addicted!! Total e absoluta em tudo... sempre sem favores!!

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Localização: Lisboa, Portugal

quarta-feira, julho 05, 2006

Depois do ponto final.

É estranha a tranquilidade que nos invade quando fazemos o que está certo, tão estranha, anormal e profunda quanto a dor que a acompanha. Dói mais a dor que é auto-infligida, afinal não temos o subterfúgio da revolta, a raiva que nos dá toda a força do mundo pra enfrentar tudo e todos... neste caso só resta a auto-comiseração e, basicamente, rastejar pra um cantinho escuro, deixarmos que as lágrimas corram soltas e esperarmos que estas nos lavem a alma...
... quem sabe se, todas as lágrimas que teimam em correr e toda a sufocante e doentia tranquilidade, um dia, vão conseguir apaziguar a dor que toma conta de nós...
... quem sabe...

segunda-feira, julho 03, 2006

Sei lá eu, o que fazer !?!?

Sei lá eu!!!
Há algum tempo que não penso noutra coisa, e até tomei uma decisão... e outra... e depois, outra... e voltei à inicial...
... decidi acabar, decidi ficar, decidi esperar... merda!! tou farta de esperar!!
Dizem que, quem ama espera... a verdade é que já não sei se acredito nisso... bem, talvez numa relação madura, numa relação em que só o amor existe, mas agora?!?!? Agora não prescindo da paixão, não o posso fazer, não o quero fazer, afinal, tenho direito a ela!!... e a paixão, essa tem que ser alimentada. A paixão nunca pode ser um acto solitário como o amor. Nunca ninguém verdadeiramente apaixonado se contenta em esperar, nunca ninguém verdadeiramente apaixonado se contenta em ficar em stand by, nunca ninguém verdadeiramente apaixonado se contenta em ser segundo... pois não???

domingo, julho 02, 2006

"Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco"


(Mário Cesariny)